hoje, na acupuntura, a Flavia espetou meu joelho e eu urrei de dor. ele anda bem inflexível.
joelho=orgulho
para quem me ajoelharia? quem, que causa, mereceria minha devoção e entrega?
o que é, realmente, se entregar? entregar o controle ou direcionar a própria vida a um fim?
há algo muito mal gravado aí.
há uma desconfiança, uma descrença, uma proteção.
há um orgulho, e quando conveniente, uma falsa submissão hipócrita, sempre acompanhada de um plano de motim.
não há descanso, é uma guerra constante. quem vai tomar meu poder?
há um julgamento feroz ao erro. há uma violência ao julgar.
há um apoio neste orgulho. Como se, se não fosse ele, já não seria nada. ou puramente uma serva.
ele me põe de pé, mas enrijece minhas pernas. faz do erro um desastre, não um aprendizado. e faz de mim uma déspota, se quem erra é o outro.
terça-feira, 17 de março de 2009
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