o carceceiro
ele, na espreita
ele, sorrindo, olhando de lado. esperando o momento certo do bote.
ele, cheio de si e de críticas a mim
ele, vampiro
ele, traiçoeiro, sedutor
ele, jogando pra mim toda culpa do mundo.
ele, me julgando e condenando sempre minha falsa submissão
ele, me impedindo de ser plena e feliz
ele tirando o tapete
ele, cortando meus pés à entrada da morada
ele, jogando fumaça nas minhas certezas
ele, fingindo ser guia enquanto se diverte me mandando pra outro lado
ele, bússola que aponta pro sul.
ele, necessidade infantil de referência externa, ponto de referência de uma luta interminável e desigual.
ele, inimigo sempre evocado e projetado em humanos com rostos similares
ele, por que masculino?
ele, o perigo.
domingo, 24 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
culpa
ando me culpando imensamente por estar tão envolvida com algo tão meu: minha casa.
não estou dando muita atenção aos problemas do mundo, nem de ninguém
meus devaneios secundários são: tempo para ficar quieta, tempo para pensar na casa, para ler, para estar ao ar livre...
Compensações de que opressão? dessa própria culpa?
não faço - culpo-me - a culpa me oprime - fujo - faço ainda menos - culpo-me mais - a opressão é maior - etc etc etc
panela de pressão.
não estou dando muita atenção aos problemas do mundo, nem de ninguém
meus devaneios secundários são: tempo para ficar quieta, tempo para pensar na casa, para ler, para estar ao ar livre...
Compensações de que opressão? dessa própria culpa?
não faço - culpo-me - a culpa me oprime - fujo - faço ainda menos - culpo-me mais - a opressão é maior - etc etc etc
panela de pressão.
entre sonhos e devaneios
estou tão perdida entre imagens que não sei se o que busco é devaneio compensatório ou caminho concreto.
a iamgem move forte, isso é fato.
ontem, numa crise nervosa sobre o episódio no trabalho, percebi que minha raiva não era tanto pela "humilhação", porque eu nem considereva o tal chefe como tal, mas porque percebi que estava acomodada em um terreno estéril.
o que eu estou esperando para fazer o que devo fazer?
não que eu não esteja fazendo... mas ainda não é o foco principal. não é a fonte de renda, por ex.
será que eu estou perseguindo um mundo encantado?
panela de pressão interna.
imagem do castrador/carcereiro: masculino que não me deixa ser, que me aprisiona numa culpa obediente...
a iamgem move forte, isso é fato.
ontem, numa crise nervosa sobre o episódio no trabalho, percebi que minha raiva não era tanto pela "humilhação", porque eu nem considereva o tal chefe como tal, mas porque percebi que estava acomodada em um terreno estéril.
o que eu estou esperando para fazer o que devo fazer?
não que eu não esteja fazendo... mas ainda não é o foco principal. não é a fonte de renda, por ex.
será que eu estou perseguindo um mundo encantado?
panela de pressão interna.
imagem do castrador/carcereiro: masculino que não me deixa ser, que me aprisiona numa culpa obediente...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
carta aberta àqueles que se dizem chefes
e àquele que se diz meu chefe.
você está me dizendo que devo me mover não por amor à educação e à criação (não vou nem dizer "arte", porque isso é feio no meio coorporativo), mas por medo de perder meu emprego - ou seja, pela sobrevivência?
você está me dizendo que devo temer o que vem do alto, assim como as religiões autoritárias disseram aos crentes obedientes, ao invés de usar meu cérebro e minha intenção?
você está me dizendo que o outro ao meu lado pode tomar meu lugar, ao invés de ser solidário e colaborativo?
você está me dizendo para ser obediente e calar a boca quando alguém "de cima" assim o ordena, mesmo que essa pessoa possa estar com uma visão limitada dos fatos?
você está me dizendo para obedecer um "organograma"como se essa fosse a ordem divina das coisas, como se o mundo estivesse assentado nessas leis e, especialmente, COMO SE OS HOMENS ESTIVESSEM ASSIM ORGANIZADOS?
Pra começar, todo mundo nasce pelado. A cor da pele muda, e isso não é credencial de diferenciação.
Sobrevivencia dos mais aptos serve à lei dos animais, mas ao contrário do que dizem os naturalistas e as teorias organizativas convenientemente derivadas disso, não sou animal porque sou dotada de cérebro e intenção, motor transformador da história.
não quero competir com o outro porque posso colaborar, e tenho livre-arbítrio para escolher, ao contrário dos leões e das bestas.
a palavra "obediência" é para burros e preguiçosos. e, óbvio, para os autoritários.
o fato de ter "impulsos animais" não é desculpa para se comportar como um. do mesmo jeito que o fato de ter dentes não é desculpas para arrancar um pedaço do outro. O engraçado é que uma coisa é aceitável, outra não. depende da conveniência.
você está me dizendo que devo me mover não por amor à educação e à criação (não vou nem dizer "arte", porque isso é feio no meio coorporativo), mas por medo de perder meu emprego - ou seja, pela sobrevivência?
você está me dizendo que devo temer o que vem do alto, assim como as religiões autoritárias disseram aos crentes obedientes, ao invés de usar meu cérebro e minha intenção?
você está me dizendo que o outro ao meu lado pode tomar meu lugar, ao invés de ser solidário e colaborativo?
você está me dizendo para ser obediente e calar a boca quando alguém "de cima" assim o ordena, mesmo que essa pessoa possa estar com uma visão limitada dos fatos?
você está me dizendo para obedecer um "organograma"como se essa fosse a ordem divina das coisas, como se o mundo estivesse assentado nessas leis e, especialmente, COMO SE OS HOMENS ESTIVESSEM ASSIM ORGANIZADOS?
Pra começar, todo mundo nasce pelado. A cor da pele muda, e isso não é credencial de diferenciação.
Sobrevivencia dos mais aptos serve à lei dos animais, mas ao contrário do que dizem os naturalistas e as teorias organizativas convenientemente derivadas disso, não sou animal porque sou dotada de cérebro e intenção, motor transformador da história.
não quero competir com o outro porque posso colaborar, e tenho livre-arbítrio para escolher, ao contrário dos leões e das bestas.
a palavra "obediência" é para burros e preguiçosos. e, óbvio, para os autoritários.
o fato de ter "impulsos animais" não é desculpa para se comportar como um. do mesmo jeito que o fato de ter dentes não é desculpas para arrancar um pedaço do outro. O engraçado é que uma coisa é aceitável, outra não. depende da conveniência.
de onde vem?
às vezes, eu me pergunto se o problema não estava no médico que me arrancou da barriga da minha mãe e me tirou o direito de fazer a passagem.
sim, eu estou puta.
sim, preciso me reconciliar com ele.
pode ter sido ignorância. pode ter sido medo. pode ter sido o melhor que ele poferia fazer. pode ter sido pressa. pode ter sido preguiça.
agora já foi. se vire com seu conteúdo.
o bom de fazer um blog só pra vc ler é poder voltar à adolescência depois dos 30 sem problema de imagem...
sim, eu estou puta.
sim, preciso me reconciliar com ele.
pode ter sido ignorância. pode ter sido medo. pode ter sido o melhor que ele poferia fazer. pode ter sido pressa. pode ter sido preguiça.
agora já foi. se vire com seu conteúdo.
o bom de fazer um blog só pra vc ler é poder voltar à adolescência depois dos 30 sem problema de imagem...
mais uma repetição...
Ontem tive uma reunião pentelha com "chefias". Essa é uma palavra que nnem com muita força gera imagens agradáveis no mu espaço de representação.
odeio chefes. Antes disso, odeio o conceito de chefe. Odeio organogramas. odeio porque é burro, anti-natural, anti-humanista e anti-producente.
fiquei com aquela já conhecida cara de "não-acredito-no-que-eu-estou-ouvindo". tentando transformar a raiva numa branda lucidez, coisa que não sei se é bom. às vezes é melhor explodir o barraco, coisa que eu nunca faço. porque eu sempre acho que o barraco vai dar abrigo em dias piores, em dias de tempestade. Aliás, essa é uma primeira repetição. Às vezes, é melhor deixar a casa cair, mas nunca tenho essa medida, e a retenção sempre toma a frente.
o problema, aí, além do clima básico de opressão, é a eterna cobrança. A historinha é assim: estou num coletivo qualquer (uns mais coletivos, outros agrupações individualistas), e num dado momento, algué se vira pra mim e pergunta: E aí, pra quando é aquilo que vc ia fazer? Em alguns casos, com certo rancor, cobrança ou sensação de injustiça. Como se eu tivesse rompido um pacto sagrado.
minha compulsão é: dá pra esperar o meu tempo de fazer as coisas? Dá pra entender que eu não sou rápida, que eu odeio fazer as coisas com pressa, que eu tenho problemas em termiar coisas no prazo, que etc etc...
às vezes, é isso mesmo. no fim, as coisas saem, mas no tempo interno, que muitas vezes não é o externo. Por que? é uma rebeldia interna, um contra-motor. ODEIO GENTE NO MEU PÉ! E estou usando a palavra odeio porque o registro é esse mesmo, é ódio, raiva, vontade de matar, tirar da frente quem fica com um relojinho me enchendo o saco. um clima de fundo fortíssimo.
é tão compulsivo que eu não tenho discernimento pra julgar se o sujeito que pressiona tem ou não razão. com medo de ser injusta (culpa), fico imóvel, morrendo de raiva e me culpando por não entregar no prazo o que às vezes prometi, e às vezes não (aí o prazo tá na cabeça do outro).
Por que eu me comprometo?
- por pressão do conjunto
- por pressão econômica
- por querer ser aceita
às vezes, nem me comprometi, e o outro achou que isso seria implíscito, óbvio, no trabalho. O prazo. Foi o que aconteceu ontem. Daí, por dificuldade de organização dos chefes, a pressão vai descendo, acelerada e intensificada pela lei da gravidade e pela carga de cada cu na reta. Vai se fuder!
Um puto "lá de cima"exagera na bebida, broxa, fica com má digestão e caganeira, solta um peido e quem está de baixo que se vire com essa merda toda!
VAI SE FUDER!
odeio chefes. Antes disso, odeio o conceito de chefe. Odeio organogramas. odeio porque é burro, anti-natural, anti-humanista e anti-producente.
fiquei com aquela já conhecida cara de "não-acredito-no-que-eu-estou-ouvindo". tentando transformar a raiva numa branda lucidez, coisa que não sei se é bom. às vezes é melhor explodir o barraco, coisa que eu nunca faço. porque eu sempre acho que o barraco vai dar abrigo em dias piores, em dias de tempestade. Aliás, essa é uma primeira repetição. Às vezes, é melhor deixar a casa cair, mas nunca tenho essa medida, e a retenção sempre toma a frente.
o problema, aí, além do clima básico de opressão, é a eterna cobrança. A historinha é assim: estou num coletivo qualquer (uns mais coletivos, outros agrupações individualistas), e num dado momento, algué se vira pra mim e pergunta: E aí, pra quando é aquilo que vc ia fazer? Em alguns casos, com certo rancor, cobrança ou sensação de injustiça. Como se eu tivesse rompido um pacto sagrado.
minha compulsão é: dá pra esperar o meu tempo de fazer as coisas? Dá pra entender que eu não sou rápida, que eu odeio fazer as coisas com pressa, que eu tenho problemas em termiar coisas no prazo, que etc etc...
às vezes, é isso mesmo. no fim, as coisas saem, mas no tempo interno, que muitas vezes não é o externo. Por que? é uma rebeldia interna, um contra-motor. ODEIO GENTE NO MEU PÉ! E estou usando a palavra odeio porque o registro é esse mesmo, é ódio, raiva, vontade de matar, tirar da frente quem fica com um relojinho me enchendo o saco. um clima de fundo fortíssimo.
é tão compulsivo que eu não tenho discernimento pra julgar se o sujeito que pressiona tem ou não razão. com medo de ser injusta (culpa), fico imóvel, morrendo de raiva e me culpando por não entregar no prazo o que às vezes prometi, e às vezes não (aí o prazo tá na cabeça do outro).
Por que eu me comprometo?
- por pressão do conjunto
- por pressão econômica
- por querer ser aceita
às vezes, nem me comprometi, e o outro achou que isso seria implíscito, óbvio, no trabalho. O prazo. Foi o que aconteceu ontem. Daí, por dificuldade de organização dos chefes, a pressão vai descendo, acelerada e intensificada pela lei da gravidade e pela carga de cada cu na reta. Vai se fuder!
Um puto "lá de cima"exagera na bebida, broxa, fica com má digestão e caganeira, solta um peido e quem está de baixo que se vire com essa merda toda!
VAI SE FUDER!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
será?
Nesse últmo mês, digo o seguinte: Deu pau.
Pra começar, na gente. Nós 3 ficamos gripados, uma gripe chata, cheia de um catarro que agarra na garganta.
No meio disso, vieram arrumar a rede elétrica de casa - que já tinha dado pau faz tempo -aí esburacaram a parede e liberaram um pó centenário que zoou tudo.
Aí o carro deu panes elétricas seguidas.
Aí deu pau na rede sem fio.
Aí o Dja perdeu todas as fotos do hd.
Aí o caminhão caçamba passou na rua e detonou o cabo de internet e telefone
Aí a impressora tá imprimindo rosa o que deveria ser amarelo
Aí o teclado desse computador tá mais duro que máquina de escrever. Limpei pra caramba por causa do pó, será isso?
Dizem que quando a gente tá com o fígado carregado, dá pane elétrico. Sabe que pode ser?
Pra começar, na gente. Nós 3 ficamos gripados, uma gripe chata, cheia de um catarro que agarra na garganta.
No meio disso, vieram arrumar a rede elétrica de casa - que já tinha dado pau faz tempo -aí esburacaram a parede e liberaram um pó centenário que zoou tudo.
Aí o carro deu panes elétricas seguidas.
Aí deu pau na rede sem fio.
Aí o Dja perdeu todas as fotos do hd.
Aí o caminhão caçamba passou na rua e detonou o cabo de internet e telefone
Aí a impressora tá imprimindo rosa o que deveria ser amarelo
Aí o teclado desse computador tá mais duro que máquina de escrever. Limpei pra caramba por causa do pó, será isso?
Dizem que quando a gente tá com o fígado carregado, dá pane elétrico. Sabe que pode ser?
a permanência
é incrível.
o mais difícil da disciplina é a disciplina.
tenho visto que minha permanência para as coisas anda bem mais ou menos. Começo, aquela empolgação, de repente...
quando vi, tem quase um mês que não escrevo aqui. Antes, minha proposta era que fosse diário.
tentarei que seja, pelo menos até dia 31.
Coisas do centro emotivo, acho.
o mais difícil da disciplina é a disciplina.
tenho visto que minha permanência para as coisas anda bem mais ou menos. Começo, aquela empolgação, de repente...
quando vi, tem quase um mês que não escrevo aqui. Antes, minha proposta era que fosse diário.
tentarei que seja, pelo menos até dia 31.
Coisas do centro emotivo, acho.
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