e àquele que se diz meu chefe.
você está me dizendo que devo me mover não por amor à educação e à criação (não vou nem dizer "arte", porque isso é feio no meio coorporativo), mas por medo de perder meu emprego - ou seja, pela sobrevivência?
você está me dizendo que devo temer o que vem do alto, assim como as religiões autoritárias disseram aos crentes obedientes, ao invés de usar meu cérebro e minha intenção?
você está me dizendo que o outro ao meu lado pode tomar meu lugar, ao invés de ser solidário e colaborativo?
você está me dizendo para ser obediente e calar a boca quando alguém "de cima" assim o ordena, mesmo que essa pessoa possa estar com uma visão limitada dos fatos?
você está me dizendo para obedecer um "organograma"como se essa fosse a ordem divina das coisas, como se o mundo estivesse assentado nessas leis e, especialmente, COMO SE OS HOMENS ESTIVESSEM ASSIM ORGANIZADOS?
Pra começar, todo mundo nasce pelado. A cor da pele muda, e isso não é credencial de diferenciação.
Sobrevivencia dos mais aptos serve à lei dos animais, mas ao contrário do que dizem os naturalistas e as teorias organizativas convenientemente derivadas disso, não sou animal porque sou dotada de cérebro e intenção, motor transformador da história.
não quero competir com o outro porque posso colaborar, e tenho livre-arbítrio para escolher, ao contrário dos leões e das bestas.
a palavra "obediência" é para burros e preguiçosos. e, óbvio, para os autoritários.
o fato de ter "impulsos animais" não é desculpa para se comportar como um. do mesmo jeito que o fato de ter dentes não é desculpas para arrancar um pedaço do outro. O engraçado é que uma coisa é aceitável, outra não. depende da conveniência.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
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