não é pecado capital oficial. Mas já me acusaram desse algumas vezes.
na tentativa neutra de dar voltas sobre essas acusações, procuro refletir sobre isso.
não suporto ninguém me dando ordens.
nem me dizendo o que fazer (parece a mesma coisa, mas não é)
nem se fazendo de vítima (parece coisa diferente, mas às vezes é igual ao primeiro item)
me colocando prazos e cobrando os prazos
me culpando de algo que eu fiz
me julgando (por mais que eu esteja errada) - esse vem antes do anterior
me segurando
me obrigando a estar no coletivo quando quero estar só, e quieta
também não gosto de ficar "presa"em discussões infrutíferas. Nem em coletivos que exigem exclusividade. Nem no seio familiar. nem em lugar nenhum, a não ser que eu tenha optado por isso.
não gosto de ser burocrática nem de ajudar em funções burocráticas (e até faço isso por um bem maior)
não gosto de mediocridade (apesar de me reconhecer medíocre algumas vezes)
não gosto de ser servil. não tenho vocação pra partner nem assistente nem garçonete. muito menos secretária. a não ser que seja uma troca, e eu esteja aprendendo bastante. Mas aí o termo é "aprendiz".
não gosto de esperar pelo momento em que o outro vai decidir algo que me inclui. nem esperar telefonema, que é um exemplo banal disso. aliás, odeio levar bolo.
não gosto de sentir culpa. e sinto muita, sei lá por que.
não gosto de ir num lugar ou fazer alguma coisa porque "todo mundo vai", porque "seria bom". Gosto de fazer se sinto o impulso de fazer. E esse é um tema mal resolvido, porque de tanto querer agradar às vezes nem sei mais o que é meu e o que é do outro.
o que é egoísmo? tudo isso? alguma coisa disso? enfim...
sexta-feira, 6 de março de 2009
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