ai, que quando me acusam...
ai.
voltade de correr
vontade de berrar injustiças,
intolerâncias,
incompreensão
berrar que não sou obrigada a cumprir com expectativas
berrar no orgulho ferido dos erros, talvez silenciosos, muitas vezes omissos.
erros de silêncio, fuga e omissão
talvez não tão violentos, externos,
mas que doem igual.
talvez reste ao outro o grito que me arranque de trás do muro
mas gritos me ferem.
não tinha eu o direito de estar ali?
mas a dor trazida pela acusação deflafra: dóis também o descaso da fuga. Dói a falta de acesso.
Dóis. em nós dois.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
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